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quarta-feira, 2 de março de 2011

A greve da Paraíba

Greve, no meio militar essa é uma ideia impregnada no militarismo desde que o cidadão se entende por militar, desde o início de sua carreira.

No entanto, sempre se imagina, como que os militares podem buscar suas conquistas, como podem ser ouvidos dentro de um cenário onde seus direitos são tolidos? 

Olhem o exemplo da Paraíba: greve de toda a comunidade da segurança pública desse Estado, são agentes penitenciários, guardas municipais, bombeiros militares, policiais civis, policiais militares, enfim, todos cruzaram os braços reivindicando o que lhes foi prometido, o que já está previsto e aprovado na lei daquele Estado. Incrível, inacreditável, histórico... simplesmente, "grevaram".

Que a população entenda, direito é direito, militar não é vadio, cachorro velho, zumbi, morto vivo, super homem, animal, "não é ser sem sentimento", como disse o Cabo Heronildes. Militar é um homem que veste uma farda para trabalhar. 

Militar é como qualquer cidadão que tem o seu emprego, que tem seus objetivos de melhoria de vida, que tem sua família, que quer paz, que quer ter o seu carro, educar e criar os filhos, que quer casa pra morar, que tem contas para pagar todo mês, que deseja uma vida financeira estável para garantir segurança aos seus e para isso, dá muito duro, amigos leitores. 

Os agentes da segurança pública militares são importantes para garantir a paz e a ordem na sociedade brasileira, são serviço essencial, deveriam ser tratados com mais respeito e consideração, no entanto, os demais líderes da sociedade, amparados pelos seus cargos de alta estirpe, se valem da condição de que "eles são militares, devem portanto, obedecer ordens". Não importa se trabalham infinitas horas por semana, "varando" a madrugada a fora, correndo atrás de bandido em pontes, subindo morros, carregando vítimas de acidentes automobilísticos, entrando em prédios em chamas, descendo em poços profundos, cavando a lama atrás de sobreviventes de soterramento, mergulhando em águas turvas ou bravias atrás do afogado... esse é o dever deles, levarem tiros, viverem estressados, serem ameaçados, adquirirem doenças, ficarem aleijados ou perderem a vida por uma outra vida.

Senhores, será que alguém ficaria no lugar desses profissionais para ganhar o que ganham, sofrer o que sofrem, viverem nessas condições?

Falar é fácil, e quando pessoas comuns que vestem fardas se juntam para buscar o que é deles de direito, dizem "estão errados, eles não podem fazer isso"...  

Vejam então o quanto esses profissionais são necessários, não podem se ausentar senão tudo vira um caos. Se há interesse em se manter todo cidadão ileso e garantir um sono tranquilo sem ter a bandidagem assolando a sociedade, porque não se investe nisso? 


A educação, o assistencialismo e a saúde que me desculpem, mas segurança pública também é prioridade.

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