Esta semana, dia 24 de fevereiro, ocorreu um acidente automobilístico onde um condutor perde o controle do seu carro e este cai dentro de um rio no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro.
Daí em diante, momentos de tensão. No carro estavam um homem, uma mulher e uma criança de 1 ano e 2 meses. Populares voluntários e guarda municipal num esforço enorme improvisaram equipamentos e retiraram o carro da água para resgatar as vítimas.
O homem conseguiu sair sozinho, a mulher foi retirada com a ajuda de um pescador, mas a menina, que estava no banco de trás, estava desaparecida.
Com a chegada dos bombeiros, o resgate se intensificara, era uma corrida contra o tempo, pois quanto mais se demorava, as chances de sobrevivência ficavam menores.
Após 20 minutos, mergulhadores do Corpo de Bombeiros encontraram Cristal, a criança estava inconsciente e estava no fundo, envolvida por limo, os primeiros procedimentos foram feitos ali mesmo, na água.
A grande surpresa disso tudo é que, em meio à agonia de todos, Cristal conseguiu ser reanimada pelos bombeiros já na ambulância, levaram-na imediatamente ao Hospital Miguel Couto.
Cristal estava viva mas seu estado de saúde era considerado gravíssimo, não só pelas sequelas cerebrais do afogamento mas pela ingestão de água suja repleta de micróbios, bactérias e microorganismos.
Ainda no hospital, a primeira tomografia mostrava não haver dano cerebral na pequena criança, todo Brasil torcia pela recuperação de Cristal. Tecia-se um fio de esperança.
Infelizmente, um dia após o acidente, às 20:30h, Cristal não resistiu e faleceu, a causa da morte ainda será esclarecida após o laudo do IML do Rio.
A história dessa criança remete a comunidade em geral a questionar: O que aconteceu? Como sobreviver a 20 minutos de afogamento?
Cogita-se que um fenômeno chamado reflexo mamário possa ter salvado a vida daquela criança. O reflexo mamário ocorre no estado de afogamento, as cordas vocais sofrem espasmos impedindo temporariamente que a água penetre nos pulmões. Ocorre muito em bebês, durante a mamada é comum que os pequenos se afoguem com o leite quando vem com muita pressão, e para sobreviverem o corpo reage movimentando involuntariamente músculos que impedem a entrada de líquidos nos pulmões, lembrança de como viviam ainda no útero da mãe, aspirando menos líquidos.
Até aí tudo bem. Faz sentido.
O bombeiro trabalha com a vida. O resgate desta sem sequelas está ligado diretamente às técnicas empregadas e ao tempo resposta, que deve ser mínimo. Fora isso, trabalha-se com a sobrevida, ou seja, não é porque se expiraram os três minutos que o bombeiro irá desistir, o trabalho de resgate continua, os procedimentos continuam, mesmo que haja sequelas.
Para que o cérebro comece a ter sequelas pela ausência de oxigênio trabalha-se aqui no Amapá com os três minutos, após isso, iniciam-se os danos cerebrais mas as tentativas de se trazer a vítima com vida ainda ocorrem, não se pára um só segundo.
Daí tem-se o mistério, o primeiro exame de tomografia de Cristal evidenciou normalidade após um tempo considerável sem ar, mesmo havendo o reflexo mamário.
Não encontro uma resposta para isso, somente imagino que se Cristal sobrevivesse a este fatídico episódio de sua vida, teria chance de ser uma criança normal de novo.
Foi muito bom trazê-la de volta reestabelecendo seus sinais vitais na ambulância, esse é o tipo de coisa que encoraja cada vez mais o bombeiro a realizar o seu serviço, seria um milagre que sobrevivesse, e como não se duvida de milagres, e nem se discute com Deus, continua-se a apostar na vida sem desistir dela.
Fotos: Portal O Dia e Vivo num...


1 comentários:
maio
2010
SERIAM MILAGRES
Recuperações espantosas
Quedas espetaculares, traumas severos, acidentes para lá de graves... Seis casos incríveis de sobrevivência que deixaram os médicos boquiabertos
por Texto Jeanne Callegari
Afogamento
UMA HORA SEM RESPIRAR
Quem? - Michelle Funk.
O quê? - Ficou uma hora embaixo d´água.
Como? - Caiu em um riacho gelado.
Quando? - 1986.
Onde? - Utah (EUA).
http://super.abril.com.br/saude/recuperacoes-espantosas-621672.shtml
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