Estamos já na segunda metade do ano, isso significa para nós amapaenses, que chegou a estiagem aqui no Estado do Amapá.
Com isso, aumenta o número de queimadas em áreas de vegetação e incêndios em residência. Só nas três primeiras semanas do mês de julho ocorreram não menos que quatro ocorrências de incêndio em residência, e isso, se referindo somente ao município de Santana, sem contar com as demais Companhias Independentes.
O que se nota é que a cada ano essa época fica cada vez mais quente. Nos Estados do Pará, Mato Grosso e Goiás, a situação é caótica, o fogo está arrasando com as florestas e com as edificações situadas nessas áreas. Talvez seja por conta da alta da temperatura no planeta, mudança do clima, ocasionadas pela interferência do homem, enfim, nós do Corpo de Bombeiros temos de estar preparados para qualquer eventualidade.
Para tanto, algumas dicas básicas são importantes para que possamos nos manter sempre a postos, como estar sempre hidratado, fazer consumo de alimentos leves como frutas e verduras e realizar estas refeições leves ou lanches rápidos em um intervalo de pelo menos 03 horas, sem falar em procurar dormir nas dependências do quartel de forma moderada e meio aliviado do uniforme, somente para que o corpo relaxe. Pois quando se sai para um incêndio, seja ele em residência ou vegetação, dependendo do porte da ocorrência, não se sabe a hora que vai voltar, portanto, o corpo deve estar bem alimentado, hidratado e descansado a fim de que o bombeiro consiga desempenhar o seu papel com mais eficiência retardando a fadiga, a fome e a sede.
Não obstante os cuidados com a segurança nos locais dos incêndios, deve-se ter o cuidado com o próprio condicionamento para que não se comprometa o desempenho do militar no sinistro e para que ele mantenha sua saúde sempre em condições satisfatórias e normais.
Para isso, é importante pelo menos que o militar faça caminhadas ou pequenas corridas periodicamente, já que nessa época do ano, devido o grande número de ocorrências relacionadas a fogo e outros eventos que se cobre com escalas extras, fora os dias de serviço, não se tem expediente para que o militar realize a sua educação física e suas instruções.
Na realidade, manter uma rotina ativa ajuda muito, claro que respeitando sempre os limites do corpo e empregando o descanso merecido.
Viu-se a importância de ser cuidar dos hábitos de alimentação e descanso não só para o bom desfecho da ocorrência mas para aumentar a longevidade do bombeiro militar.
- Nunca combater o fogo sozinho, nos incêndios em vegetação, procurar estar sempre em dupla;
- Não se afastar tanto em áreas que você não conhece;
- Procurar estar sempre no campo visual de seus companheiros;
- Manter o contato via rádio ou visual com seus companheiros;
- Ser versátil, identificando os problemas e sanando-os em tempo para que não se comprometa a ocorrência ou a vida de um bombeiro;
- Não esperar pela corporação no quesito segurança, procurar ter seu próprio material de segurança individual, seu próprio EPI básico, como luvas, máscaras descartáveis, corda da vida, lanterna, perneira, facão pequeno, canivete, cantil, protetor auricular, freio oito, mosquetão, óculos de proteção e ainda, toalha pequena de algodão (ajuda a guardar a região do pescoço ou da cabeça, aliviando o corpo do calor intenso se usada em incêndios em vegetação);
- Manter seus cantis sempre cheios;
- Manter sua lanterna sempre bem recarregada;
- Levar sempre um tablete de geléia, rapadura ou algum complemento alimentar que lhe ofereça glicose ou outra fonte de energia no momento do desgaste intenso;
- Combater com inteligência, realizando paradas curtas e estratégicas a fim de que a guarnição descanse, ouça novas diretrizes do comandante ou discuta o modo de atuar e potencialise o combate;
Bom combate!!!

2 comentários:
Olá, Hellen, parabéns pelo blog!
Sou médico neurologista em MT e estou pensando em me inscrever no concurso para os bombeiros.
O que vc me diz?
Será que a concorrência vai ser muito alta? penso em fazer prova (obviamente) para clínico geral.
Como é o trabalho do clínico? é para APH? como são os horários de trabalho?
E o interstício? as promoções são lentas para médicos?
Agradeço se tiver um tempinho para me responder.
Se desejar pode me ligar a cobrar 65 9987-7911 ou por e. mail renatofgama@gmail.com
Desculpe te pedir estes favores, mas não consigo falar com ninguém dos médicos por telefone.
Att,
Renato Gama.
Senhor Renato, fico feliz de escolher nosso Estado e nossa corporação para desenvolver suas atividades, nós precisamos de médicos de várias outras especialidades, temos ginecologistas, gastroenterologista, ortopedista, dentistas (em fim de carreira), pediatra,psicólogos, enfim, como vê, carecemos de mais auxílio pois a meta é futuramente termos nossa clínica (que funciona em prédio alugado e se restringe a somente oferecer consultas aos militares e dar o atendimento quando estão trabalhando de médico de dia) funcionando em prédio próprio e com suporte adequado para atender o nosso militar e familiares como eles realmente merecem. A concorrência poderá ser alta sim mas nada que a persistência nesse propósito não dê jeito. As especialidades são desempenhadas juntamente com a clínica geral, pois o trabalho dos médicos é de oferecer consultas para ajudar o militar a sanar seus problemas de saúde, geralmente, os médicos DIRETOR e ODONTÓLOGO vão à Divisão de Apoio Social (DAS) todos os dias no horário de 07:30h às 13:30h, um para administrar e o outro pra atender, os demais, têm dias específicos para trabalharem lá, é como se fosse uma escala, hoje é dia dos médicos fulano e beltrano atenderem, amanhã serão outros e assim por diante. Isso se dá porque nossos médicos têm outros empregos, ou em suas clínicas particulares ou nos órgãos públicos do Estado senão a do Bombeiro Militar, ou seja, alguns trabalham na rede pública estadual e no Bombeiro (também estadual) pois nossa legislação permite isso. Ainda tem o serviço de 24h que todos realizam, é o serviço de Médico de Dia, onde ele, como oficial, fica em casa com um celular que nunca pode estar desligado pois pode ser acionado a qualquer momento para auxiliar os militares e seus familiares em problemas de saúde, normalmente, que ocorrem durante o serviço operacional, quando um militar se machuca em ocorrência por exemplo ou quando ele adoece em serviço e não possui condições de continuar, nesse caso, o médico deve ir até a Companhia onde o militar está trabalhando e examiná-lo, observar se ele pode cumprir o restante do plantão, senão, deve comunicar ao Oficial Chefe do Socorro, medicá-lo, orientá-lo no tratamento, dar um atestado médico e encaminhá-lo para casa. As promoções para os médicos não são lentas, pois como fazem parte de um quadro específico (o da Saúde), mesmo não sendo combatentes, são promovidos a contento, podendo chegar a Coronel Bombeiro, o posto mais avançado que podemos galgar, no entanto, não poderão exercer o Comando Geral da Instituição, e o melhor, quando se aposentam, vão para a reserva com todos os proventos que recebiam enquanto estavam na ativa integralmente. Os médicos também têm a função de dar instruções em cursos militares (cabo, sargento, soldado, etc) e, com outra linguagem, instruir o público civil, com intuito de promover a prevenção, participam de escalas extras para auxiliar nossos socorristas em eventos corriqueiros que fazem parte do calendário anual daqui do Amapá e de grande magnetude. Talvez a maior dificuldade seja ter maior e melhor estrutura e equipamentos, isso reflete diretamente na tropa pois como a maioria dos nossos médicos, senão todos, possuem outros empregos, não recebemos a prioridade que necessitamos e muitas vezes, ficamos meio jogados ao vento, isso é muito danoso, por isso senhor Renato, como vê, as facilidades são inúmeras, mas nós aqui em baixo, os praças, necessitamos de ajuda, de médicos que tenham primeiramente o compromisso com o nosso bem estar para que possamos atuar melhor e dar uma resposta mais satisfatória à população. Desejo sorte na sua caminhada, entre em contato quando quiser, meu email é femhellen@gmail.com , fique com Deus.
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