Todos se revoltam quando um mau policial militar envergonha a sua corporação, até mesmo a própria classe policial se sente muito mal até porque a imagem de todos fica manchada pelo erro e má postura de um péssimo profissional que utiliza o poder que lhe é conferido, seja com a farda ou não, para praticar crimes.
Esta semana observamos a síndrome do abuso de autoridade, normalmente usada para intimidar as pessoas quando se é contrariado, só que não estamos falando de um policial militar, e sim de uma desembargadora de justiça.
Dona Rejane Andersen, a tal desembargadora da justiça de Santa Catarina criou confusão com os policiais militares que cumpriam o seu dever. Em uma blitz, um jovem rapaz foi parado e teve o carro apreendido porque estava trafegando com documentação vencida, o rapaz era filho de Rejane. Esta, chegou exaltada no local e começou a gritar com os policiais na tentativa de liberar o carro do filho, usou a síndrome da superioridade e do abuso para intimidar os policiais dizendo "Você sabe quem eu sou? (...) Sou Desembargadora do Tribunal de Justiça!"Que ato vergonhoso caros leitores! Ninguém está acima da lei, nem a polícia, nem desembargadores, nem advogados, nem médicos, nem bombeiros, ninguém.
Diante disso, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina defende a atitude de dona Rejane pois dizem que ela se sentiu ameaçada e desrespeitada, mais uma vez, vemos o corporativismo agindo de forma nociva na solução de mais um caso de abuso.
Retruco ainda em dizer que não se trata de uma mãe que correu em defesa do filho, o verdadeiro amor está em não acobertar o que está errado, dar bons exemplos, repreender a prole, educar pelas palavras e pelos atos. Trata-se de dignidade e pura justiça. Virtudes que não podem estar dissociadas da formação de ninguém.
Boa atitude foi a do policial militar que não recuou e que diante da petulância de Dona Rejane em dizer com tom ameaçador que era desembargadora de justiça, somente respondeu: "que bom então a senhora devia dar um exemplo melhor".
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