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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Tragédia no Rio de Janeiro

As chuvas voltaram a assolar o Brasil, e no Estado do Rio de Janeiro a situação está caótica.

Foram muitos pontos de alagamento e de escorregamento de encostas e deslizamento de terra. Os mortos estão em 195, são pessoas que foram surpreendidas em meio a avalanche de terra que caiu sobre suas casas, poucos conseguiram sair a tempo...

No Rio de Janeiro vê-se uma geografia complicada e que gera uma ocupação mais complicada ainda. Na área plana, não há mais onde se morar e as pessoas evidentemente procuram os morros para se instalarem, no entanto, o fazem sem organização, nem orientação, nem ajuda de alguém que tenha feito um estudo prévio sobre a área e que possa dar melhores informações sobre uma ocupação segura e sem riscos. Isso é um comportamento corriqueiro, construir sem pedir licença, invadir. O poder público municipal e estadual necessitam coibir mais essa prática, na realidade, necessitam organizar o que já está difícil antes que os desastres ocorram para que não haja perdas humanas.

No município de Niterói, no morro do Bumba, fala-se de mais de 40 casas soterradas, foi a área mais atingida pelos deslizamentos. A chuva caiu intensa e forte, encharcou a terra e esta, instável, se espalhou levando morro abaixo casas, móveis, vidas. Isso se deu por um agravante, esse local era anteriormente um lixão, que após ser desativado na década de 80, foi ocupado por pessoas que não tinham muita consciência do risco que corriam quando resolveram morar ali. Definitivamente, dormiam com o perigo.

Os bombeiros cariocas e outros 40 bombeiros de Brasília, da Força Nacional, estão no local, trabalhando dia e noite a procura dos corpos, na realidade, a cada momento que passa,  a esperança fica mais escassa. As buscas eram mais manuais, foram interrompidas por conta do risco que é mexer com o lixo sem equipamentos de proteção individual adequados, agora, escavadeiras auxiliam na retirada dos corpos.

Senhores é aterrador, ainda se terá muito trabalho pela frente, desde o resgate de quem está debaixo da lama e do lixo, até a sensibilização, o assentamento em local seguro de desabrigados, desalojados e de pessoas que ainda persistem nas áreas de risco.

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