O fim do ano está chegando e com ele aquele clima de natal e de expectativas do amanhã, o que fazer para mudar a vida, como aproveitar-se da condição atual de dificuldade, o que aprender, o que fazer para melhorar a qualidade de vida.
Normalmente, nesse momento de transição de um ano para o outro, o indivíduo pára um pouco e começa a refletir sobre seu jeito de ser e suas atitudes em relação aos desafios que enfrenta diariamente.
No entanto, é também um período de festas, pois se realizam os encontros familiares por causa do natal e as festas mais profanas, no caso do festejo da virada de ano. Essas festas sempre são ligadas a muita bebida alcoólica, e não terminam antes das altas horas da madrugada, nas ruas vê-se muito movimento de carros, de motos, de pessoas a transitar em busca de mais diversão, indo de uma festa para a outra, sempre querendo mais e mais festas.
Nos festejos de finais de ano vê-se muitos excessos. Embora muitos estejam se divertindo existem pessoas que estão sempre de prontidão, são os bombeiros e policiais militares, e nas festas de fim de ano, nas micaretas e no "ensaio" de carnaval que se transfigura o 'show da virada', eles estão promovendo a orientação devida para que diminua o número de ocorrências desse período.
É no final do ano que acontecem um grande número de acidentes de trânsito, brigas de grupos de aproximação, mortes por discussões banais, ferimentos por armas brancas e por armas de fogo, latrocínios e até afogamentos. Estas são as ocorrências mais frequentes e que fecham o ano com as estatísticas negativas em alta.
Enquanto as pessoas se divertem, às vezes, de forma inconsequente, os bombeiros e policiais estão ali prontos a se disporem para auxiliar o cidadão no que ele precisar, prestando um atendimento emergencial de salvaguarda da vida, seja para retirar um indivíduo do convívio social devido um ato criminoso, seja para estabilizar seus sinais vitais, impedindo que sua condição de saúde se agrave enquanto é levado para um hospital depois de um acidente ou situação clínica que possa ter abalado seu bem estar físico.
É senhores, não é fácil.
Os agentes de segurança pública vagam incansáveis pelas ruas, transportando feridos, correndo atrás de bandidos, auxiliando no fluxo do trânsito, que nesse época, fica infernal, orientando o cidadão através de conselhos, muitas vezes sem ser levado a sério. Os policiais e bombeiros militares trabalham muito, estão longe do seu convívio familiar, abriram mão de seus familiares nessas datas memoráveis para lidar com os problemas e sofrimento alheio, vêem muito sangue no seu plantão, se estressam mediante algumas situações, também sofrem acidentes e por incrível que pareça, não são reconhecidos.
Os feriados, épocas de grandes festas e altas estações são os períodos em que mais os policiais e bombeiros trabalham, eles não tem folga. Conheço militares que sempre estão nos eventos diversos que o Governo do Estado promove, seja na capital ou no interior, no entanto, nunca vão em condição de se divertir, sempre a trabalho.
Nos shows da virada de ano o policiamento sempre é muito intenso e ativo, assim como a presença de bombeiros militares que atuam nos casos de coma alcoólico, excesso de embriaguez, desmaios, vítimas de facadas, de agressões físicas por discussões, dentre outros. O que se chama atenção é que a sociedade não liga, as pessoas que se divertem nesse tipo de evento estão ali, "fazendo e acontecendo" sem nenhum pudor ou vergonha, se envolvem em confusão sempre esperando que tudo irá acabar bem. Os bombeiros chegam a servir de babá de bêbado já que muitos põe em risco a própria vida por não terem noção de sua conduta perigosa, por isso, o bombeiro não pode negligenciá-lo, fazer de conta que não está vendo quando uma pessoa desse jeito quer entrar no rio para banhar-se ou está na beira de uma via movimentada a ponto de ser atropelado.
Aí você pode estar se perguntando: "mas não é esse o papel do bombeiro e do policial?"
Sim senhores, existimos para garantir a incolumidade do cidadão, nossa função social é ajudar na promoção da qualidade de vida da sociedade, usando do nosso braço ostensivo, quando preciso, da nossa veia educativa, e do nosso conhecimento técnico em emergências. No entanto, faz-se necessário entender que a sociedade não pode assumir uma postura insegura e de irresponsabilidade só porque o bombeiro ou a polícia vão estar ali para "consertar os seus erro" ou para "limpar a sujeira".
Quando tais agentes de segurança trabalham com a prevenção, conversando, orientando, ninguém liga, nos tornamos invisíveis, não nos dão importância, preferem agir como irresponsáveis, bebendo até cair, entrar cambaleantes nos seus carros e sair dirigindo, sair procurando confusão, agredindo os outros e provocando delitos ou tornando-se vítimas deles.
O importante é agir com a prevenção e orientação, pois ao agirmos quando a desgraça acontece só prova que nossos primeiros esforços falharam.
As pessoas devem dar mais importância aos policiais e bombeiros militares e isso significa ouvir e entender o que esse agente público da segurança tem para lhe dizer. Embora pareça uma afronta à diversão, deve-se ter em mente que não se trata de impedir tal prazer, mas em fazê-lo com responsabilidade, sem riscos para si e para os demais cidadãos.

